janeiro 27, 2025

 Me pergunto sobre a idade que tenho.

 E ao chegar a minha resposta, percebo que já não me cabem mais muitas coisas.

 Algumas roupas.

 Algumas narrativas.

 Algumas preocupações.

 Já não quero dar tantas desculpas para mim mesma.

 Vivo os meus melhores anos.

 Porque simplesmente entendi que devo viver aquilo que me cabe, não o que eu imaginei.

 Muitas coisas mudaram, não só por fora, não só para os outros.

 E embora eu ainda queira me provar, para os outros já não há mais necessidade.

 Aceito a vida que tenho, aceitar-me também foi uma função do tempo.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

 Há muita força no que sou.  E também muita fragilidade.  E então, vira e mexe, cai uma lágrima sentida.  Os olhos embaçam e as lágrimas cae...