Por uns dias sentiu vontade de chorar.
Não derrubou uma lágrima.
Tinha muito mais motivos para sorrir.
A sensação de liberdade, o vento no rosto, o coração pulsante…
Eu não me lembrava mais desta sensação.
Desde o acidente eu nunca mais pensei em nada que não fosse seguro.
No carro as vezes abro os dois vidros da frente, o que me desarranja os cabelos e o vento me lembra como é bom tudo desarrumado também.
Fiz o sinal da cruz, me ajeitei e segurei forte.
A vida assim como a estrada, não tem garantias.
Voltei diferente.
Estou com o carro parado em um estacionamento da cidade. Não consigo mais me conectar com nada por aqui. Expandi e não consigo retroceder....